A exposição 'Umbral Mineral' integra a Mostra Espanha 2026 e reflete sobre a transformação da paisagem ibérica.
O Instituto Cervantes, em Lisboa, acolhe a exposição 'Umbral Mineral' do artista Antonio Guerra, uma das propostas centrais da bienal Mostra Espanha 2026. A mostra utiliza uma abordagem multidisciplinar, combinando fotografia, escultura e instalação para investigar as profundas alterações territoriais causadas pela atividade mineira em três localizações específicas da Península Ibérica: Fabero e Riotinto, em Espanha, e Covas do Barroso, em Portugal. O ponto de partida de Guerra é a complexa relação entre a extração de recursos, a evolução da paisagem natural e a forma como estas mudanças são capturadas e interpretadas através da imagem. Ao focar-se em locais como Covas do Barroso, o artista traz para o centro do debate artístico uma questão ambiental e social de grande relevância para o contexto português contemporâneo. A exposição convida os visitantes a refletir sobre as ligações entre a exploração industrial e a estética da destruição, transformando dados geográficos e cicatrizes na terra em objetos de contemplação artística e crítica social. A entrada é gratuita, reforçando o compromisso da Mostra Espanha em democratizar o acesso à cultura contemporânea e fomentar o diálogo transfronteiriço entre artistas e o público lisboeta.
Esta exposição é crucial para a comunidade criativa local por demonstrar como a arte contemporânea pode abordar conflitos ambientais urgentes, como a mineração em Covas do Barroso, unindo estética e ativismo geográfico.
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